O caminho da felicidade
Há muito tempo. Eu sei. Não há história para isto. Conduzo-me ao dever impávido de fazer um novo caminho, sendo que o antigo aqui permanece, e eu com uma árdua maneira de o dissimular. Sigo um passo, olho para os pés e fico feliz ao vê-los caminhar. Sempre na busca do equilíbrio no momento da exteriorização dos meus sentimentos, que muitas vezes, já nascem inflamados, desejosos de um caloroso abraço, lancinantes em suas intenções e esperançosos. Sem forças para lutar contra os ventos que gelam minha alma, deixo-me embalar pela triste realidade. Caem lagrimas de dor, de mais um dia a ser esquecido. Espero e desespero.E agora é esperar. Não é um momento, é uma eternidade. Chega a brisa, e as coisas acalmam. E que as estrelas, que acompanham-me em toda noite, tornando-as menos escuras, brilhem no firmamento e repitam, vezes sem conta, que estão sempre comigo, mesmo quando as nuvens as escondem... Mostrem-me o quanto é bom tirar os pés do chão. ...