Dualidade de J.G.de Araujo Jorge




" Sei que é Amor, meu amor...porque a desejo.
 O meu próprio desejo tão violento,
 dir-se-ia ter pudor, ter sentimento,
 quando estás junto a mim, quando te vejo.

 É um clarim a vibrar como um harpejo,
misto de impulso e de deslumbramento.
Sei que é Amor, meu amor..porque o desejo.
É desejo e ternura a um só momento.

Beijo-te a boca, as mãos, e hei de te beijar-te
nessa dupla emoção, ( violento e terno )
Em que a minha alma inteira se reparte,

- e a perceber em meu estranho ardor,
que há uma luta entre o efêmero e o eterno,
 entre um demônio e um anjo em todo Amor."


                             José Guilherme de Araújo Jorge
                               Poemas do Amor Ardente
                               Poeta/Político- Brasileiro   ( Acre )
                          1914/1987

Comentários

  1. Adoro poesiaa.. Nunca tinha ouvido falar desse poeta antes.. Do Acre. Não conheço nada do Acre! Preciso saber mais do Meu país.. rs
    Bem expressivo, efêmero...
    O amor é uma dualidade mesmo.. dois corpos, duas mentes, dois sonhos, duas idealizações, duas expectativas.. sempre diferentes por mais que combinem.. Mas o mais legal que somente o amor tem a capacidade de tornar unigenito ambos os lados da dualidade, sem nenhum perder a essencia de si mesmo... e sim acrescentando um ao outro...


    P.s. Realmente preciso me precaver quanto aos gatinhos humanos... rsrsrs esses são bem espertinhos!!

    ResponderExcluir
  2. Olá! Danielle! Fiquei feliz com a sua visita ( o retorno)

    ResponderExcluir

Postar um comentário