Aprendendo a aprender

Vim de uma cidade pequena e tive muitos problemas para me adaptar à  cidade grande. 


Mas como queria mesmo fazer o meu mestrado , vim . Deixei a casa dos meus pais e fui morar no Campus da Universidade. E ali parecia que era normal julgar o outro por ser diferente e claro tinha muitas brincadeiras maldosas e preconceituosas à quem  tinha um sotaque diferente. Rapaiz,   réiva daquelê povô . Ninguém falava comigo na hora das refeições e o brilho caloroso que me recepcionava quando eu chegava em casa não estava mais ali. Eu nunca imaginei que a vida poderia ser tão solitária.

 O tempo passou, me formei, consegui um emprego em um bom escritório e esqueci completamente desse período em que sofri preconceito linguístico e outros mais.

Um dia desses, estava na praça lendo o livro Amante Desperto , Zsadist, quando percebi uma moça me olhando de soslaio. 
Fingi que não a vi e continuei lendo.
Ela sentou-se perto de mim e disse:
-Você não tem vergonha de ler esse tipo de livro em público?
-Que tipo ?
- Esse que pelo titulo e capa deve ser um pornô dos grandes.
Eu , educadamente ( meio tosco, talvez) disse:
-Não ! É um romance hot e não é pornô. 
Creio que sofri uma espécie de  preconceito literário.

"O tempo passa, o tempo voa e o" preconceito continua numa boa.
Não se deve julgar o livro pela capa,   sem fundamento sério ,  imparcial e objetivo.
 Nem tudo aquilo que aparenta ser, realmente é. 
Precisamos aprender a olhar de vários ângulos, passar da diferença à soma nas relações interpessoais , para tornar possível e estabelecer uma relação pacífica e construtiva, na medida em que identificarmos, entendermos e aprendermos a aprender com o diferente. 

... é uma ficção, Qualquer semelhança com fatos ou pessoas é uma mera coincidência..."Ou não!

Obrigado,
ℱelisberto N. Junior