Explosão

(...) num lugar muito, muito, mas muito... perto.


Aconteceu aqui perto  , em um Shopping.
Cláudia, empresária, carismática, simpática e... bem... entrou numa loja e foi abordada por Marcos. 
Vendedor, atencioso, simpático, paciente.

Enquanto Cláudia murmurava “estou só olhando” , Marcos fazia apresentação do produto,  e claro , falava que poderia ser pago no cartão de crédito e ainda com um bom desconto. 

Na televisão da loja,  a notícia:
- O Shopping foi construído em cima de um lixão e há risco de explosão por vazamento de gás.

E logo a notícia se espalhou dentro do Shopping. 
A princípio, todos ficaram assustados, mas não demorou muito para ficarem aliviados, depois de ouvirem a explicação do engenheiro. 
- Não tem perigo. Estão sendo implantados drenos para mitigar os gases.

Num instante, um estampido.  Outro estampido. E outro.
 Houve gritaria, descontrole, inclusive de parte de Marcos, que gritava que todos iriam morrer. 
- O gás. O Shopping vai explodir.

Assustada e sem saber o que fazer, Cláudia  começa à correr, tentando sair o mais rápido possível  do Shopping. 

Já no estacionamento do Shopping, Cláudia, ainda correndo, cai.
Marcos, também correndo, pára e socorre Cláudia.

O estampido não era explosão de gás.
Era a policia  reagindo ao assalto da joalheria.
 Uma bala perdida, que deixou Cláudia ferida,
Cláudia, foi levada ao hospital.
E Marcos, que a salvou, posou como o  tal.

É isso!
O  iminente não pode ultrapassar o corrente.

... "é uma ficção, Qualquer semelhança com fatos ou pessoas é uma mera coincidência..."Ou não!

Obrigado,
ℱelisberto N. Junior