Depois do episódio do "cuco"

Depois de muita e boa chuva e depois de muitas cervejas :
- Bom, eu vou indo, porque se eu chegar tarde e bêbado, Amanda vai ficar histórica de novo. 
Meu amigo , diz: 
- É histérica! 
- Não , é histórica mesmo, ela fica lembrando todas as promessas que eu fiz quando ela me pegou no episódio do "cuco".

A bem da verdade é  que depois desse episódio e antes de fazer todas as promessas, ficamos -eu e Amanda- sem se falar por alguns dias. 

Lembro-me que no dia seguinte à algum desses dias , tinha uma reunião muito cedo no escritório. 
Queria pedir à Amanda para me acordar, mas,  ao mesmo tempo, não queria dar o braço a torcer e ser o primeiro a puxar conversa. 
Então, escrevi num papel:
"- Por favor, acorde-me às 6 horas da manhã".

No outro dia , levantei- me e quando olhei para o relógio 
- 8:00 horas.
Quase tive um ataque e quando comecei a imaginar " - então vai ser assim, nem me acordou...", 
olhei para a mesa de cabeceira e reparei em um papel , no qual estava escrito:
"- Favor atendido, são seis horas, levanta!".
(ړײ
[Alguns casais combinam entre si que não vão admitir essa tática, pois, é fato que algo explícito  é preferível à tortura de conviver com o silêncio do outro, mas, eis a questão, "se já aconteceu , como  você  acabou com a tática do silêncio?"]
ײ
[Sou o autor do texto , Não sou o autor das "ideias" das piadas.] 
O direito autoral protege formas de expressão da ideia, mas não a ideia. 

Obrigado,

Comentários

  1. Olá, Felis,

    Penso que o silêncio a dois não é nada mais do que uma terrível solidão! Nada mais? É muito, é um comprometimento com a indiferença, com o pouco caso, mesmo que dizer que é melhor viver sozinho. Esse tipo de atitude deveria ser evitado em nome da consideração. Quem faz a primeira vez, segue fazendo. São essas atitudes que deveriam ser abolidas de uma vida a dois. Vai minando a confiança, o carinho até acabar com tudo.
    Mas você contou algo extremamente comum, faz parte da vida daqueles que pegaram intimidade e esqueceram dos cuidados com o outro.

    beijo!

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  2. Amigo Felisberto, achei engraçado o início do conto, mas digo que, eu jamais aguentei a ficar mais de uma hora em silêncio em meu relacionamento de 45 anos, ainda é assim, acabo conversando, esqueço a rixa com tanta facilidade, nem é por falta de personalidade, é que detesto ficar quieta esperando para de novo voltar a conversar, meu marido já sabe disso e é sempre eu a que recomeça a conversa!
    Acho que nunca daria para viver em situações assim por muito tempo, nossa, sou bem "resolve-se agora ou acaba de vez", pisciana com todas as boas e más qualidades, isso, sou isso!
    Amei ler aqui, muito bom, faz pessoas pensarem!
    Abraços apertados meu amigo, amei e amo seus comentários lá no meu espaço, obrigada!

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  3. As piadas foram mt bem inseridas na sua postagem, Felis. Criatividade é isso e essa questão do silêncio perturbador é mais comum do que se imagina... Abçs e boa semana!

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  4. A tática que meu esposo e eu estabelecemos entre nós é que jamais dormiremos brigados um com o outro... enquanto não resolvemos a questão, não dormimos rsrsr

    Adorei o texto, nos força a refletir.

    Abraço querido.

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  5. Adorei o texto! Achei piada à resposta escrita, já que o pedido também tinha sido feito por escrito.
    A comunicação é vital num casal...
    Um abraço grande

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  6. Kkkkkkk... ri muito aqui!!!! É, ela não deixou de atender o pedido! kkk
    Felis, respondendo sua questão, confesso que uma das coisas que mais me machuca é o silêncio. Prefiro mil vezes que a pessoa fale que eu estou errada, mostrando onde errei, do que fique sem falar comigo. Posso ficar chateada na hora (com a pessoa ou comigo mesma) mas depois com certeza tentarei me adequar. Minha mãe usava essa "tática" e isso me machucava muito.
    Em casos assim provavelmente eu quebraria o silêncio, não sei ficar com raiva de alguém por mais de 15 minutos, se for um episódio muuuito grave, no máximo um dia. Mas se a situação se repetir várias vezes, ou seja, se sempre que houver uma divergência (nem sou de brigar ou discutir) o outro lado ficar em silêncio mesmo que não tenha razão, começará a magoar e então tenho tendência ao afastamento definitivo.
    Abraços!

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  7. A dificuldade de encarar o silencio.
    porem se a atitude é com amor e bom humor
    ninguém resite.As vezes fico em silencio com
    os amigos, mas nada que um bom dia ou uma boa noite não resolva.
    Legal sua historia, bem criativa.
    Um dia de luz.
    beijos

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  8. Oi Felis,hahahaha, pelo menos Amanda atendeu o pedido,amo sua criatividade e bom humor.Responendo a sua questão, se recusar a falar comigo por pura birra, eu uso da mesma tatica, agora tem casos em que tem que saber contornar e tem que procurar o dialogo,beijinho my idolo xauzinho

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  9. Oi Felis, muito boa noite querido!!
    Ah, como é bom vê-lo tão bem e lê-lo tão atuante na blogosfera amigo!
    Percebi o quanto fez falta a sua ausência naqueles tempos difíceis...
    Realmente o silêncio costuma ferir muito...
    Prefiro você assim, intervalando seus poemas com piadas, ideias fantásticas, criatividade e um bom humor à flor da pele!!

    Ah, aqui notei que também tenho minhas histerias "históricas"kkkkkk ( amei isso)
    Falar de datas passadas e promessas não compridas, é comigo mesma...kkkkkkk
    Então notei que na verdade, eu sou é uma histérica histórica...kkkkkkkkkk ( rindo muito, sem parar) kkkkkkkkkkk

    Sabe amigo, odeio essa coisa de ficar sem falar, em silêncio como maneira de punição! Melhor dizer logo o que incomoda do que essa guerrinha de silêncio e emburramento não acha? rsrs Mas as pessoas não são nada fácies!!!

    Adorei amigo!!
    Te desejo uma semana maravilhosa, com muita alegria!
    Beijos!!! :)))

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  10. Boa noite, Felis!

    Não acho que o silêncio seja algo ruim, em si. Entre pessoas em cujo relacionamento há cumplicidade, compreensão e carinho, ficar-se em silêncio não causa constrangimento, é apenas uma pausa entre palavras. Mas quando o silêncio é usado apenas como tática de um ego orgulhoso demais para ceder, pode complicar muito a vida. Como em tudo, no amor também precisamos equilibrar o pensar e o sentir, e não nos levar a sério demais, com o risco de nos tornarmos "históricos" e chatos...

    Um conto muito bem conduzido, e que com certeza pode ter várias páginas por vir :)
    Um abraço!
    Bíndi e Ghost

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  11. rsrsrs...
    Gostei do "histórica"-rs. A princípio, também pensei que você havia trocado as palavras. Nem só as mulheres costumam ser históricas-rs.
    De fato, não há nada mais inquietante do que conviver com o silêncio do parceiro(a). Melhor mesmo uma explosão seguida das pazes, mas como nem sempre isto acontece, ou se vive no eterno silêncio, o que é prejudicial à relação, ou se engole o orgulho e cria-se uma situação que vai exigir a quebra do silêncio. Meu marido é doutor nesta última hipótese-rs. Houve tempo em que eu procurava quebrar logo o silêncio, mas os epsódios estavam ficando tão repetitivos (penso que ele gostava de me ver 'afinando') que passei a ignorar e manter o silêncio, deixando a cargo dele a iniciativa de provocar conversa, pois quase sempre a origem da situação partia dele. Quando sinto que criei o mal-estar vou logo tentando resolver, mas se encontro resistência, não insisto.

    Ótimo final de semana, Kirido.

    Beijo.

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  12. Oi Felis,
    Ri muito aqui,essa história tá ficando cada vez melhor.
    Conheço pessoas que ficam assim nesses joguinhos que eu acho chato,aí uma hora não aguentam mais e ficam jogando a culpa um no outro.Na vida real é estressante,mas no texto ficou bem legal.
    Abraço =)

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  13. Bom dia Felisberto.
    A sua escrita, mesmo quando fala de algo serio, tem uma pitada de humor que gosto muito de ler rsrs. Acho que todos os casais passam por algo assim na vida a dois. Quando os dois tem temperamento forte então tem que ter cuidado e algumas vezes ceder e seu o primeiro a da o primeiro passo. Felizes dias para vocês.

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